domingo, 25 de outubro de 2020

O real desvalorizado e o seu bolso


Foto: Jan Vašek/Pixabay

A pior cotação da história do real

Quem achava o câmbio ruim no fim de 2019 mal tinha ideia de como ele estaria quase um ano depois: em 10 meses, o real perdeu 28% do seu valor perante o dólar. Hoje, o comercial está em aproximadamente R$5,60 e chegou a bater os R$5,90.

Como o real desvalorizado te afeta?

Há os casos óbvios – pessoas que vão viajar para o exterior, comprar produtos importados ou investir em ativos ligados ao dólar, por exemplo. Mas a desvalorização do real impacta o bolso do brasileiro em várias situações do cotidiano.

  • No mercado: lembra da história do arroz alto? O pacote de 5 kg chegou a custar R$ 40, acompanhado por outros produtos básicos da alimentação do brasileiro (como óleo de soja e feijão). O dólar alto foi um dos fatores: com uma maior demanda internacional e preços mais vantajosos para exportar, os produtores começaram a vender mais pra fora, diminuindo a oferta interna e aumentando os preços por aqui.
  • Nos negócios: mesmo com a pressão dos preços, o atual índice de desemprego (que bateu recorde na última semana de setembro) também pode fazer com que pequenos vendedores não repassem o aumento de custos (diminuindo as margens de lucros) para não perder clientes.
  • Na moradia: o IGP-M, índice usado como referência para ajustar os aluguéis de imóveis, é composto por vários fatores – entre eles o preço das commodities, produtos que são comercializados em... você adivinhou, dólar. Com a alta do IGP-M, os reajustes podem, em teoria, subir mais do que nos últimos anos.

Quando isso tudo vai melhorar?

A crise continuada da pandemia torna difícil ter uma previsão exata de fortalecimento da economia – enquanto o mundo está inseguro, a tendência pela busca por estabilidade continua. O melhor caminho para quem está passando por dificuldades financeiras é se informar sobre alternativas, como auxílios de renda e possibilidades de negociação.

Fonte: Blog Nubank

sábado, 24 de outubro de 2020

Sem cuecas, já

Por Raul Tartarotti*

As cuecas, sutiãs e meias não são mais acessórios somente de suporte e proteção de nossos órgãos especiais.  Viraram malas, as vezes cofres, caso a viagem seja longa.  Até na canela são  encontrados objetos de alto valor agregado; tornozeleiras por exemplo.

Mal sabemos que todas escolhas de seus usuários, foram de cunho rápido e intempestivo, e que talvez, tenha sido sua única opção naquela hora fatal.

Já tem fabricante entregando cueca com bolsinho.  Seria pra colocar a mão pra descansar, ou é para sair sem calça na rua,  já que o bolso está disponível no paninho?

Chico Rodrigues, o então vice líder do governo, foi flagrado pela PF com R$ 15 mil na parte interna, central, traseira de sua cueca; perpendicular a ela; estava na frente da porta de saída.

Tinham lá muitas notas de R$200,00, o que explica porque foram criadas. Ainda não experimentei guardar na minha cueca, porque mal tenho algumas patacas no banco.

Imagine se vira moda, e as lojas passam a ter em suas vitrines uma numeração de cuecas para transporte de R$5 a 30 mil; acima disso, você tem que trazer um amigo pra dividir. As cores devem ser escuras e de panos grossos, a famosa cueca de couro seria a top de linha, pois não dá nenhuma pista do conteúdo avantajado.

Acabaríamos com o fio dental; que pena, ele sempre nos mostrou tudo.

As meias e sutiãs estão liberadas pra qualquer valor, porque estão fora de moda para esse fim.

O fato marcante, e repetitivo é que o dinheiro público navegou, novamente, fora do bolso do povo, e na cueca do outro.

Esse que espera mais saúde,  segurança e emprego, não tem o vestuário correto para receber tanto; por isso, devemos proibir o uso dessas cuecas modelito grande, ou com bolso traseiro, ou lateral, assim vamos evitar a corrupção; a culpa é das cuecas, vamos acabar com elas que a corrupção vai junto.

Dia 15 de novembro vem aí, com uma urna sem bolso, sem documento;  talvez só com seu dedinho você escolha o prefeito e vereador. 

A população já sem salário e cueca, não tem onde guardar suas moedas, pois até o bolsinho íntimo lhe falta.

Feliz do povo que conseguir abolir suas partes íntimas do vestuário, abaixo as cuecas, já.

*Escritor, Cronista, Eng. Biomédico e Pesquisador

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Carris retoma concursos para motorista, cobrador e auditor

Foto: Fernanda Leal/PMPA

De acordo com o Decreto Municipal Nº 20.667 de 30 de julho, que passou a autorizar a realização de concursos e processos seletivos públicos indispensáveis à manutenção dos serviços públicos e das atividades essenciais, a Carris informa o prosseguimento dos concursos para motorista, cobrador e auditor. São 14 vagas para motorista, dez para cobrador e uma vaga para auditor. As inscrições já podem ser feitas e seguem abertas até 9 de novembro. Os salários vão de R$ 1.621.33 (cobrador) a R$ 7.858,85 (auditor). O motorista tem salário inicial de R$ 2.698,71. A Fundatec é a empresa que fará o processo de seleção.

Os valores das inscrições são de R$ 154,51 para a função de motorista, de R$ R$ 115,88 para cobrador e de R$ 257,52 para auditor. Os certames haviam sido abertos em 4 de março e suspensos em 18 de março, devido às medidas de prevenção enfrentadas durante a pandemia da Covid-19. Com as inscrições reabertas, a empresa publicou novos cronogramas de execução dos concursos, com data de aplicação da prova teórica prevista para 10 de janeiro de 2021.

Os candidatos que tenham efetuado o pagamento de inscrição até o dia 17 de março, com inscrição homologada, que não tiverem mais interesse em continuar participando do processo, deverão solicitar a devolução da taxa de inscrição. O documento está disponível no link Formulário Online – Solicitação de Devolução da Taxa de Inscrição, disponibilizado no site da Fundatec, no período de 20 de outubro a 5 de novembro de 2020, e informar os dados necessários para a operação de devolução.

Nos locais físicos utilizados na realização de provas presenciais, a Fundatec adotará medidas preventivas para evitar o contágio pela Covid-19, como higienização em todas as superfícies e equipamentos utilizados e compartilhados pelos candidatos e a manutenção de distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas em eventuais filas internas e externas aos estabelecimentos, assim como nas salas de aula que serão utilizadas para realização das provas.

Concursos da Carris

Motorista
Vagas:
14
Salário: R$ 2.698,71
Escolaridade e habilitação: Ensino Fundamental Completo, CNH categoria mínima D e certificado ou registro na CNH do Curso de Capacitação de Condutores de Veículo de Transporte Coletivo de Passageiros, em validade.
Contrato: pela CLT e contrato temporário
Valor da inscrição: R$ 154,51

Cobrador
Vagas:
10 vagas
Salário: R$ 1.621.33
Escolaridade: Ensino Médio
Contrato: pela CLT e contrato temporário
Valor da inscrição: R$ 154,51

Auditor
Vaga:
1
Salário: R$ 7.858,85
Contrato: pela CLT, com cadastro reserva
Escolaridade: bacharelado em Administração ou Ciências Contábeis ou Economia
Valor da inscrição: R$ 257,52  

Fonte: Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Governo do RS promove, em parceria com consultoria americana, ciclo de webinários sobre como exportar e empreender nos EUA

De 22/10 a 11/11, será realizado um ciclo de seminários virtuais gratuitos aos empreendedores do estado interessados em apostar no mercado americano. A ação é uma iniciativa da consultoria americana Oxford Group, em parceria com o governo do Estado do Rio Grande do Sul e apoio da Fecomércio, Sindiatacadistas, FIERGS e Farsul.

Nos meses de outubro e novembro deste ano a parceria do Governo do estado do Rio Grande do Sul e a consultoria americana - Oxford Group, apoiará a realização de um ciclo de quatro seminários gratuitos para empreendedores brasileiros que tenham interesse em investir, exportar e empreender no mercado americano. Os eventos online e gratuitos ocorrerão uma vez por semana, sempre às 17h (horário de Brasília) pelo aplicativo zoom.

O evento também conta com apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), Sindicato do Comércio Atacadista do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiatacadistas), Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) e Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

Com inscrições abertas os encontros terão a seguinte programação temática: 22/10 - O Mercado Americano: como se beneficiar da maior economia do mundo; 29/10 - Exportar e investir nos EUA: Como entrar no mercado; 04/11 - Quadro de Oportunidades; como obter recursos para desenvolver seu negócio nos EUA; 11/11 - Possibilidades do agronegócio no mercado americano.

Os participantes dos seminários on-line contarão com a palestra de Carlo Barbieri, presidente da consultoria americana Oxford Group. Barbieri é analista político e economista, com mais de 30 anos de experiência nos Estados Unidos. Consultor, jornalista, palestrante e educador, Barbieri é formado em Economia e Direito com mais de 60 cursos de especialização no Brasil e no exterior.

Para o palestrante, a ocasião da crise provocada pela pandemia é decisiva para planejar o futuro. "Neste momento de recuperação econômica é muito importante orientar não apenas as associações empresariais gaúchas, mas também todo aquele que tiver interesse em aproveitar as vantagens internacionais que surgirão no curto e médio prazo. A recuperação econômica americana deverá ser mais célere que as demais economias, uma oportunidade para o empresário brasileiro traçar um caminho no exterior", explica Barbieri.

Com sede na Flórida, a Oxford é maior grupo de empresas de consultoria de investimento para brasileiros nos Estados Unidos. Conta com vasta experiência em operações internacionais a empresa atende clientes de vários segmentos, desde pequenas e grandes empresas até multinacionais. A consultoria tem o objetivo de oferecer soluções para a introdução de negócios ou investimentos no mercado americano.

Para abrir o ciclo de seminários o tema abordado será: "O Mercado Americano: como se beneficiar da maior economia do mundo" com realização no próximo dia 22 de outubro. As inscrições estão abertas e são gratuitas. Para participar dos seminários on-line programados é necessário fazer uma inscrição por semana pelo Link.   

Serviço

Webinário de investimentos nos Estados Unidos
Tema:
"O Mercado Americano: como se beneficiar da maior economia do mundo"
Data: De 22 de outubro a 11 de novembro de 2020
Horário: 17 horas (Horário de Brasília)
Evento Gratuito
Inscrições clique aqui

*Carlo Barbieri é analista político e economista. Com mais de 30 anos de experiência nos Estados Unidos, é Presidente do Grupo Oxford, a maior empresa de consultoria brasileira nos EUA. Consultor, jornalista, analista político, palestrante e educador. Formado em Economia e Direito com mais de 60 cursos de especialização no Brasil e no exterior. Mais informações: oxfordusapontocom 

Por: Késia Paos | Fonte: Assessoria de Imprensa
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte

Porto Alegre em Cena começa nesta quarta-feira


Marcha à Ré abre programação do festival | Foto: Matheus José Maria

A 27ª edição do Porto Alegre Em Cena começa nesta quarta-feira, 21, misturando uma experiência de teatro presencial e digital. Ao todo, serão dez dias de programação de um dos mais tradicionais eventos das artes cênicas do país.

Um dos destaques do primeiro dia será Marcha à Ré, do grupo paulista Teatro da Vertigem. A produção estava programada para ocorrer na Alemanha e foi adaptada à realidade da pandemia no Brasil. Idealizado em parceria com Nuno Ramos, comissionado pela 11ª Bienal de Berlim, e filmado por Eryk Rocha, Marcha à Ré ocupou a avenida Paulista em 4 de agosto, com um  cortejo apresentado em caminho inverso. O vídeo que será apresentado e debatido via Zoom terá a participação de Nuno Ramos, diretores do Teatro da Vertigem e Eryk Rocha, além dos parceiros de Berlim, Porto Alegre em Cena e Goethe-Institut.

Uma centena de motoristas-participantes conduzem seus automóveis em um trajeto real e em marcha ré, que “parte” da avenida Paulista e “termina” no Cemitério da Consolação. O cortejo é conduzido pelo som de respiradores, em uma sonoplastia que simboliza os milhares de mortos pela Covid-19 no Brasil. 

Também no dia 21, a vídeo-instalação escocesa Body A apresenta uma nova ideia de tecnologia e nos limites da relação entre humano e não humano, entre corpo e bites, dados e informações. 

Programação completa do dia 21

  • Ponto de Encontro - Bruna Paulin + Podcast Crônicas do Amanhã (A Protagonista) - 11h, gratuito
  • Conversas em Cena - Felipe Hirsch, Daniela Thomas e Felipe Tassara - 16h, gratuito
  • Performance anti-aglomeração - Ritual de sobrevivência urbana - 17h, gratuito
  • Conversa em Cena - Carcaça - 18h, gratuito
  • Apresentação 15º Prêmio Braskem em Cena - Carcaça - 19h, gratuito (ingressos limitados)
  • Em Quadros - Banho de Folhas - 20h, gratuito
  • Apresentação internacional Body A - 20h30, gratuito
  • Apresentação nacional - Marcha à Ré + bate-papo Teatro da Vertigem, Fernando Zugno e Bienal - 21h (R$ 10 inteira/ R$ 5 meia-entrada - ingressos limitados)

Confira a programação completa em Porto Alegre Em Cena

Programação do 27º Porto Alegre Em Cena 

- Apresentações de grupos da Escócia, Dinamarca, Portugal, Nordeste brasileiro, Distrito Federal, São Paulo, além de performances de grupos de Porto Alegre que disputam o Prêmio Braskem;

- Ações e performances presenciais, nas ruas de Porto Alegre, que estarão disponíveis no Canal Em Cena no site do festival.

- Ao lado de Body A, outras duas atrações internacionais estão previstas: As I Collapse (dias 29 e 30 de outubro – 18h, 18h45, 20h e 20h45 – ingressos limitados), original da Dinamarca. Das primeiras adaptações para o universo virtual durante a pandemia, o grupo Recoil de Copenhagen estreou essa versão no festival CPH Stage em junho e mostra pela primeira vez no Brasil uma performance em duas partes, a primeira pelo Zoom e a segunda na presença de uma voz e de um objeto que será entregue na casa das pessoas que garantirem seus ingressos. Corpo Futuro (dia 26 de outubro, às 21h – online e gratuito pelo canal do YouTube e site) tem texto e direção de Ricardo Cabaça e no elenco Evelyn Ligocki e Haroldo Costa Ferrari;

- Serão utilizadas plataformas de comunicação digital em apresentações individuais, locais, internacionais, nacionais, em lives, ligações telefônicas, WhatsApp, Zoom, e-mail, Instagram, YouTube, Spotify e Deezer;  

- A acessibilidade é uma das prioridades do festival. Serão espetáculos e cenários sonoros – com os sons do sertão e a galeria virtual do Teatro Máquina, entre outros. Além de tradução para Libras de todas as peças e debates, os podcasts irão além da produção de conteúdos como entrevistas e bate-papos;

- No contexto educativo, um dos destaques é a masterclass com a dramaturga Janaína Leite, pesquisadora de artes cênicas. Autora da obra Autoescrituras - Performativas: do diário à cena (Editora Perspectiva), Janaína tem entre os trabalhos mais recentes Stabat Mater, que recebeu o Prêmio Shell de Dramaturgia em 2019.

O 27º Porto Alegre em Cena é apresentado pelo  Ministério do Turismo, por meio da Secretaria Especial da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura e Prefeitura de Porto Alegre através da Secretaria Municipal da Cultura. Conta com patrocínio de Itaú, PMI Foods, Braskem e Panvel Farmácias. Tem apoio de Sinergy, RBS TV, TVE e FM Cultura. Primeira Fila Produções e Leão Produções são as agentes culturais. O projeto é financiado pelo Pró-cultura RS, Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

15 expressões sobre dinheiro que só um brasileiro vai reconhecer


Foto: rawpixel_com/Freepik

O glossário financeiro definitivo para quem está acostumado a dar seus pulos para não passar aperto e deixar as contas redondinhas

Fazer um bico, dar o passo maior que a perna... A criatividade do brasileiro é tão apurada para nomes quanto para arranjar estratégias para se virar frente às adversidades.

E o dinheiro (ou, com mais frequência, a falta dele) é uma adversidade com a qual a maior parte da população está bem acostumada: cerca de 7 em cada 10 famílias brasileiras estão atualmente endividadas, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O tal do jeitinho brasileiro, tradicionalmente criticado como uma forma de burlar regras, é uma manifestação dessa criatividade. Um artigo publicado na revista da Fundação Getúlio Vargas descreve jeitinho como “a maneira pela qual se pode resolver as dificuldades, sem contrariar as normas e leis.”

O jeitinho, assim como dezenas de outras expressões populares, traduzem as múltiplas soluções improvisadas que os brasileiros bolam para dar conta de suas finanças. Veja algumas delas (e deixe a sua nos comentários!).

1. A corda está puxando - Usada para descrever uma situação de tensão e pressão que chega próxima ao seu limite. Quase sem possibilidades. Possibilidades de sobrevivência limitadas.

2. Amealhar - Vindo da antiga moeda portuguesa mealha, o verbo é sobre guardar quantidade mínima de qualquer coisa. Agrupar as mealhas, juntar trocos e dinheiros providos de descontos. Exemplo - “Com tudo que fui amealhando nesse período, eu adiantei algumas contas que estavam pendentes.”

3. Aperreio - Dificuldade, sufoco, aperto. Termo mais comum no Nordeste e no Norte do Brasil, é ligado a situações limites e irritantes. Exemplo - “E aí fica um almoço divertido, marcante, a gente garante um dia a mais sem aperreio.” 

4. Arcar - Assumir responsabilidades, assumir contas não desejadas ou planejadas. Consequência não esperada, assumir contas de outrem. Exemplo - “Tudo que eu arcava antes, hoje quem arca é a minha mãe!”

5. Até onde a perna alcança - Sinônimo popular de “até o limite”, “dentro de minhas possibilidades”. É o oposto de “Dar o passo maior que a perna.” Exemplo - “… saber até onde sua perninha alcança, até onde você pode chegar. Isso para mim é uma coisa básica do controle financeiro.”

6. Atolar em dívida - Estar com tantas dívidas que não consegue se mexer, enterrado em valores, impossibilidade de outras ações, sobrecarga. Expressão amplamente usada quando não há outra opção, quando não se vê outra saída. Exemplo - “Eu vivia atolado em dívida e o que recebia não era suficiente para suprir as dívidas e manter a casa.”

7. Bico / Fazer um bico - Atividade de trabalho extra e informal que as pessoas fazem, para além de sua fonte oficial e principal de remuneração, com o objetivo de aumentar a renda. 

8. Bola de neve - Aquilo que aumenta progressivamente. Expressão usada para dívidas que aumentam muito por causa de juros crescentes, muitas vezes ocasionando em situações incontroláveis e muito difíceis de reverter. Exemplo - “Trabalho muito informalmente, às vezes posso não ter dinheiro para pagar lá na frente. Isso vira uma bola de neve.”

9. Boleto - Documentação financeira que se refere a pagamentos. Nas falas cotidianas, está diretamente relacionado a ter vida adulta: ao ter boletos, a pessoa já teria contas a pagar, logo, responsabilidades. O termo “boletos” é muito usado em gírias, memes e piadas sobre crescer. Exemplo - “Eu passo a ter todas essas coisas no meu nome, chegava no Correio um boleto no meu nome, eu dizia: ‘caramba, sou adulta’.”

10. Contadinho - Resultado de um cálculo feito com cuidado. Valor igual ao limite esperado, obtido com esforço, e sem a possibilidade de extrapolar o montante final. Exemplo - “Era tudo contadinho. Mas, graças a Deus, comida nunca faltou.”

11. Correr atrás do dinheiro - Luta pela sobrevivência, diz-se que é o esporte marcial de todo o brasileiro. Refere-se a esforço constante, tanto em emprego formal quanto informal. Traz uma perspectiva individual de dar certo, vencer na vida. Exemplo - “Ter um mínimo de dignidade sabe? Não estar sempre apertada, sempre correndo atrás do dinheiro.”

12. Contar com dinheiro - Significa ter estabilidade, certeza de ter o dinheiro no final de determinado período. Exemplo - “Estabilidade né? Você poder contar com aquele dinheiro.“

13. Contas redondinhas - Usadas por pessoas que não devem nada, têm orçamento doméstico bem equilibrado. Contas que fecham, sem dever em pagamento, contas exatas. Exemplo - “Fiquei com as contas todas redondinhas.”

14. Dar a volta por cima - Quando um indivíduo se encontra em uma situação em que não gostaria de estar e faz tudo que for possível para superá-la, para sair dessa situação vitorioso e bem-sucedido. Exemplo - “No passado, não tinha planejamento, vivíamos afundados em dívidas e precisávamos de dinheiro para comer, ajuda de amigos e familiares. Mas com o nosso negócio, demos a volta por cima.”

15. Dar o passo maior que a perna - Querer fazer aquilo que está acima das suas possibilidades ou fora do seu alcance.Exemplo - “Família me ajudou, mas tenho muita dificuldade em pedir ajuda, por isso fico tentando às vezes não dar o passo maior que a perna.”

Por: Camila Lafratta | Fonte: Blog Nubank

Sábado é Dia D contra paralisia infantil e de multivacinação


Meta da campanha é vacinar contra poliomielite 95% de crianças de 12 meses a menores de 5 anos ​| Foto: Cristine Rochol/PMPA

Este sábado, 17, será Dia D de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação, como parte da campanha nacional iniciada no último dia 5 e que vai até 30 de outubro. Pais ou responsáveis devem procurar unidades de saúde para imunizar crianças de 12 meses a menores de 5 anos com uma dose extra das gotinhas e atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade. A meta da campanha é vacinar 61.784 crianças contra a poliomielite, 95% do total de 65.036 crianças de 12 meses a menores de 5 anos na Capital. No link Campanha Nacional Contra Poliomelite e de Multivacinação confira as 68 Unidades de Saúde que estarão abertas das 8h às 17h.

Com a multivacinação, a ideia é garantir a proteção contra diversas doenças imunopreveníveis e melhorar as coberturas vacinais. Por isso, é muito importante procurar uma unidade de saúde. Estão disponíveis doses do Calendário Nacional de Vacinação, de acordo com a idade e situação vacinal. 

Vacinação para crianças

Hepatite B; Poliomielite 1, 2, 3; Poliomielite 1 e 3; Rotavírus humano G1P1; DTP+Hib+HB; Pneumocócica 10 valente; Meningocócica C; Febre Amarela; Sarampo, Caxumba e Rubéola; Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela; Hepatite A; BCG; Difteria, Tétano, Pertussis; Difteria, Tétano; Papilomavírus humano; Varicela; Pneumocócica 23-valente,  indicada para população indígena a partir dos 5 anos de idade. A vacina BCG é aplicada nas maternidades e em unidades de saúde de referência.

Vacinação para adolescentes

Hepatite B; Difteria, Tétano; Febre Amarela; Sarampo, Caxumba e Rubéola; Papilomavírus humano; Meningocócica ACWY; Pneumocócica 23-valente, indicada para população indígena.

Poliomielite

Existem três tipos de vírus da poliomelite - tipos 1, 2 e 3 -, e a vacinação é a única forma de prevenção. A doença pode ser transmitida diretamente de uma pessoa para outra. O contágio do vírus ocorre pela boca, com material contaminado com fezes (contato por meio de água ou alimentos infectados pelo vírus) e traz risco maior quando as condições sanitárias e de higiene são ruins.

A doença também pode ser transmitida pela forma oral, por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O vírus se multiplica, inicialmente, nos locais por onde ele entra no organismo (boca, garganta e intestinos). Em seguida, vai para a corrente sanguínea e pode chegar até o sistema nervoso, dependendo da pessoa infectada. Desenvolvendo ou não sintomas, a pessoa elimina o vírus nas fezes, e por isso é importante manter sempre uma boa higiene.

Texto: Vanessa Conte | Edição: Taís Dimer Dihl